Descobre o que a Lua te esconde quando olhas para ela!
Olhar para o céu à noite é como assistir a uma coreografia que nunca para.
A Lua, o nosso satélite natural, parece mudar de forma todos os dias, mas isso acontece apenas porque a luz do Sol e a sombra vão iluminando partes diferentes da sua superfície. Para percebermos as fases da Lua, precisamos de entender como ela se move em relação à Terra e ao Sol — uma dança que dura há milhares de milhões de anos.
Tudo começa com dois movimentos importantes: a rotação, quando a Lua gira sobre si mesma, e a translação, quando dá a volta à Terra. O curioso é que estes dois movimentos demoram exatamente o mesmo tempo: cerca de 27,3 dias. Por isso, vemos sempre a mesma face da Lua. Ela gira ao mesmo ritmo que avança na sua órbita, como se estivesse sempre virada para nós. Durante séculos, o outro lado permaneceu invisível, até ser finalmente fotografado no início da era espacial. Descobrimos então que é muito mais acidentado e cheio de crateras do que o lado que vemos todas as noites.
Enquanto a Lua viaja, a luz do Sol ilumina diferentes partes do seu disco. É isso que cria o ciclo das fases. Embora a Lua demore 27,3 dias a dar a volta à Terra, o ciclo completo das fases — de uma Lua Nova à seguinte — dura 29,5 dias. Esta diferença existe porque a Terra também se move à volta do Sol, obrigando a Lua a avançar um pouco mais para recuperar o mesmo alinhamento. Assim, dividimos este mês lunar em quatro momentos principais, cada um com cerca de 7,4 dias, embora existam fases intermédias.
O ciclo começa com a Lua Nova, quando a Lua está entre nós e o Sol e não conseguimos vê-la. Depois surge o Quarto Crescente, em que vemos metade do disco iluminado, em forma de “D”. A seguir chega a Lua Cheia, quando a Terra fica entre o Sol e a Lua e toda a face visível fica iluminada. Por fim, a Lua entra no Quarto Minguante, agora em forma de “C”, até regressar à Lua Nova e reiniciar o ciclo.
Nesta dança, há momentos raros em que o alinhamento é tão perfeito que acontecem eclipses. Num eclipse solar, a Lua Nova passa mesmo à frente do Sol e projeta a sua sombra na Terra, transformando o dia em noite durante alguns minutos. Num eclipse lunar, é a Terra que bloqueia a luz do Sol que iria iluminar a Lua Cheia. A Lua não desaparece, mas fica mergulhada na sombra da Terra e ganha um tom avermelhado, devido à forma como a nossa atmosfera filtra a luz.
É este equilíbrio constante entre rotações e translações que influencia as marés e até os nossos calendários. Mesmo distante, a Lua continua ligada ao ritmo da vida na Terra.
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